Sessão Histórias Praieiras

A sessão Histórias Praieiras tem como tema a poesia visual das águas do litoral sul e nordeste brasileiros a partir do ponto de vista de três artistas mulheres em diálogo com suas gentes. Serão exibidos os filmes: “Travessia” (14min) e “Processo de criação: Travessia” (11min), ambos de Lilian Maus com direção de Muriel Paraboni (RS), além de “Sombra do Tempo” (20min), de Naiana Magalhães e Cecília Shiki (CE).

Após a sessão dos filmes será realizada a leitura de um dos contos do novo livro de Maria Helena Bernardes (RS) “A Dança do Corpo Seco”, editado pela Confraria do Vento com fotografias de Rosana Almendares (PE) e que será lançado no evento.

Sobre o livro, Maria Helena Bernardes conta: “há histórias pinçadas da mitologia urbana brasileira e alguns recortes de nossa demonologia popular. Há também, reminiscências pessoais: a infância passada no Cerrado e a paixão precoce pelo Cosmos; as paisagens do Sul e do Nordeste brasileiros alternadas na adolescência; o espetáculo da loucura entre quatro paredes e fragmentos de sonhos labirínticos que se recusam ao apagamento”.


TRAVESSIA
Dir. Lilian Maus e Muriel Paraboni

Travessia é resultado da parceria entre os artistas Muriel Paraboni e Lilian Maus, cuja pesquisa em torno das lagoas de Osório, envolvendo mitos, relatos, personagens fictícios e reais, inspira a concepção do roteiro. O filme foi criado a partir da performance da própria Lilian Maus e do pescador José Ricardo de Queiróz, em um ano de captações na região. O filme conta a história de um pescador se lança em águas incógnitas, onde os peixes há muito se foram, envoltos por silencioso mistério. Nesta viagem sem volta a paisagem faz às vezes do outro e o outro logo se revela o avesso ou espelho de si na inelutável solidão do horizonte. Travessia é livremente inspirado na lenda da noiva da Lagoa dos Barros, que remonta a inúmeros relatos populares observados desde o período colonial e que chega ao século XX com a morte da jovem Maria Luiza Häussler pelo noivo, Heinz Werner João Schmeling, que ocultou o corpo na Lagoa dos Barros, em Osório, Rio Grande do Sul, em agosto de 1940.

+

SOMBRA DO TEMPO
Dir. Naiana Magalhães

Durante o ano de 2016, Naiana Magalhães (CE) acompanhou a pesca artesanal no estado do Ceará. Sob a pergunta norteadora: “E depois que a jangada sai, o que acontece?”. A artista lançou-se ao alto mar acompanhando os pescadores, mas à medida que adentrava o mundo da pesca, também adentrava os conflitos com o modo capitalista e gentrificador de ser da cidade litorânea. O filme é um registro sensível desta experiência.

28 de novembro | 5ª feira | 19h


Mais informações: https://www.ufrgs.br/difusaocultural/salaredencao/

Eventos similares

Pegue um convite