Preto no Metal na Casa de Cultura Mario Quintana

O Preto no Metal fara sua mostra fotográfica na CCMQ que pra quem é daqui sabe, mora no coração da gente, lugar cheio de história e magia.
Além da mostra que enaltece a beleza desses homens , desses músicos, as 15:00 faremos um debate com convidados além dos presentes na expo que se sentirem confortáveis para debater o tema.
Historicamente, a música “pesada”, nesse projeto representada pelo estilo Heavy Metal, contou com poucos nomes de personalidades negras, tanto no Brasil quanto internacionalmente. Na região Sul do Brasil, essa representatividade é ainda menor, por ser uma região de colonização predominantemente europeia.
O objetivo principal do projeto é proporcionar ao negro uma forma de ter voz ativa no Heavy Metal e, assim, fomentar o seu ingresso nesse cenário, incentivando-o a ter uma carreira na música pesada, seja como músico instrumentista, vocalista ou ainda produtor musical.
O projeto surgiu quando a fotógrafa Indy Lopes captou algumas imagens do Vinicius Rodrigues um músico negro atuante no cenário da música underground em Porto Alegre,para compor seu portfólio, a ideia da fotógrafa era fazer ensaios com pessoas fora da curva no padrão imposto pela sociedade como um todo, ou seja, cultura de rua, cultura pop. Após o ensaio, foi postada em rede social uma foto do Vinicius juntamente com Lohy Silveira que ajudava no ensaio, a foto tinha a legenda:
- “Os Black do Death”, isso porque os dois são músicos da ramificação Death Metal, vendo isso Dênis Lapuente, amigo pessoal de Indy, sugeriu ampliar esse ensaio a outros músicos negros da região, a ideia foi bem aceita e neste momento vendo tudo isso, Lohy entendeu e sugeriu que isso virasse um projeto sócio cultural, nascia aí o Preto no Metal.
Essa simples sugestão, inicialmente despretensiosa, deu espaço para vários questionamentos quanto à participação dos negros nesse estilo musical e permitiu vislumbrar a criação de um projeto cultural com a intenção de enaltecer sua maior participação no mundo da música pesada, proporcionando reflexões e diálogos que levem à sua representatividade.
É importante tentar entender porque os negros não ocupam mais lugares como esse no mundo da música,mas ainda dar voz a um meio com pouca representatividade, principalmente falando da região sul.
Em tempos onde o fascismo nos ronda debater esses assuntos se faz urgente.

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