Peccátu | Porto Verão Alegre 2020

Num lugar onde todas as consciências vivem aprisionadas a idolatria, a superstição e a tradições absurdas, um individuo que se encontra acorrentado a crimes cometidos ao longo dos séculos pela crença num ser onipotente, tomado como verdade absoluta, depara-se com a consciência da realidade da não existência desse ser acima de todas as coisas, e ao se por de frente com as contradições e crueldades cometidas em nome desse ser, percebe que usurparam a sua vida.

Ele é um marionete. Seus questionamentos possibilitam ações que fogem á regra. Seu inconformismo, a rejeição a essa crença, e uma vaga lembrança de um lugar onde seus pensamentos vagavam sem limites, despertam nele o desejo por uma liberdade absoluta. Os atos humanos, os atos carnais, e os instintos e desejos que emergem no homem, agora se libertam. Seu caminho é o caminho dos loucos. Sim. Por que não? Num desses dias, dias como hoje, como ontem, como há alguns dias, como o que eu nasci, como aquele em que os dinossauros foram extintos. Nesse dia. Vamos fazer as palavras gritarem tão alto que os coacervados começarão a evoluir novamente. Livres. Sem os fios da hegemonia “Deus”.

Autor: Inspirado no ateísmo de Marques de Sade
Direção Musical: Alexandre Alles
Coreografias: João Lima
Direção Geral: Ernani Poeta
Elenco: Eric Nelsis (Individuo), João Xavier (Novo Individuo), Leticia Kleemann (Lilith), Antonio Figueiredo, Diego Freitas, Ighor Pozzer, Roberta Turski, e Tom Weissheimer.
Instrumentistas: Carol Kopacek (Guitarra), Fabio Petry (Bateria), Flávio Francisco (Baixo acústico e elétrico), Marcelle Lucena (Teclado), Matheu Lima (Guitarra), Ricardo Lannes (Percussão e Sonoplastia), e Talita Tomazo (Violoncelo).


Duração: 75 minutos
Classificação: 16 anos
Foto: Rodrigo Bragaglia

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