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O sonho e o despertar: a oniricopolítica em construção

O trabalho com a produção onírica, a partir de Freud e Benjamin, relança aspectos do sujeito em sua dimensão de face e verso entre individual e social, ao mesmo tempo em que retoma, no campo da pesquisa, um dos fundamentos da psicanálise. Temos pensado o trabalho com o sonho e o despertar como uma possibilidade de fazer furo no discurso racionalizado e totalitário da atualidade.

Evocar a dimensão dos sonhos e do sonhar, em uma época que superlativa a consciência e o progresso, é também um modo de buscar novos sentidos sobre os efeitos inquietantes do sofrimento sociopolítico atual (Debieux, 2016).

O trabalho que queremos construir com a oniricopolítica (Dunker, 2019) não é relativo à dimensão terapêutica do sonho, nem tampouco à proposta de construir noções específicas de uma biografia ou mesmo da psicopatologia do sujeito. Trata-se de pensar na função coletiva do sonho e do sonhar desde questões que se estendem às formas políticas e sociais nas quais os sujeitos estão inseridos.

A oniricopolítica também se configura como um modo de tensionar as atuais políticas de morte, desde as ferramentas de trabalho que dispomos, neste caso, a articulação entre psicanálise, sonhos e política.

Contamos com todos e todas nesta construção coletiva!

Rose Gurski (UFRGS)
Miriam Debieux (USP)
Cláudia Maria Perrone (UFRGS)

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