Linn da Quebrada e mais Kino Beat

O legado do tambor africano na música latino-americana em um percurso não linear.

Do tambor negro Sul Rio- Grandense Sopapo, com Richard Serraria e Tutti Rodrigues, ao Candombe uruguaio com o grupo F5 e Lechuga Zafiro, passando por dezenas de influências percussivas com a DJ TataOgan, até chegar no tamborzão empoderado do funk e dos beats das periferias do Sul global com Linn da Quebrada. O tambor como instrumento pedagógico.


Programação das 15h às 22h:

15h - Palestra: As narrativas do Tambor como práticas decoloniais com Liliam Ramos e Richard Serraria. (POA)

Recuperar a memória coletiva a partir do resgate da ancestralidade e a reafirmação do que a tradição ensina é uma das características do pensamento contra-colonial.
As narrativas do tambor como produção de conhecimento da cultura negra na América Latina levadas para a comunidade externa à universidade possibilitam a construção de metodologias produzidas nos contextos de luta, de marginalização, de resistência e (re)existência.

16h - Serraria e Tutti Rodrigues (POA)

A viagem da Percussão africana às Américas, diáspora griô, disparos sonoros, diapasão rítmico, despachos poéticos. "MACUNARIMA" é o encontro de poesia falada com elementos eletrônicos, Richard Serraria e Tuti Rodrigues, percussões e pedais criando camadas sonoras e inúmeras dobras, antenas e raízes em um show idealizado especialmente para o festival Kino Beat.

Macú era o modo como era chamado um tambor grave presente na Cuerda de Candombe ancestral no Uruguai e sul do Rio Grande do Sul no período colonial. Um modo alternativo de nomear o grande tambor Sopapo. Macunaíma por sua vez é um clássico da literatura brasileira e nesse livro aparecem parte das origens e das especificidades da cultura e do povo brasileiro.Materializando sonoramente uma pedra mágica, pedra de responsa, pedrada sonora, muiraquitã de poesia, percussão e eletronices: MACUNARIMA.

17h - DJ TataOgan (RJ)

A DJ, percussionista e produtora musical TataOgan iniciou suas pesquisas musicais em 1998, no programa “Malabalapa” na Rádio FundiSom, e já contabiliza mais de duas mil apresentações na carreira. Apesar de toda a sua trajetória, Tata faz somente agora a sua estréia em Porto Alegre. Seus sets tem ênfase na misturas ancestrais, contemporâneas e futurista da música brasileira e América Latina. Como percussionista já gravou em faixas dos artistas Gerson KingCombo, De Leve, Gilber T, Gragoatá, Divã Intergaláctico, Nayah, Tomba Orquestra, entre outros. Já lançou músicas autorais como “Guanabara” com Suellen Jabbour nos vocais, e “Reza”, com Fernanda Cabral interpretando sua composição.

https://www.mixcloud.com/djtataogan/stream/

19h- F5 e Lechuga Zafiro (Uruguai)

F5 é um grupo de percussionistas e DJs de Montevidéu. Uma força que unifica duas culturas através da dança. Os percussionistas da família Silva (também criadores da comparsa C1080 e quinta geração relacionada ao Candombe) são co-fundadores deste projeto que tem um objetivo claro: a sobrevivência da cultura do Candombe através de sua reformulação em novos contextos. O DJ Lechuga Zafiro é o produtor dos beats e designer de som que traz a sua sonoridade eletrônica específica. A raiz sonora do F5 são os tambores, mas o inovador é que compõem o candombe a partir do computador, para depois incorporar a bateria e mistura-la com diferentes ritmos latino-americanos, gerando uma rede que conecta o DNA rítmico de todo o continente.

https://www.facebook.com/F5electrocandombe/

21h - Linn da Quebrada (SP)

Artista multimídia e bixa travesty, Linn encontrou na música uma poderosa arma na luta pela quebra de paradigmas sexuais, de gênero e corpo. Em 2016, a artista se jogou na música com o funk pop “Enviadescer” e de lá pra cá não parou mais, incluindo aí a direção do experimento audiovisual “blasFêmea”, da música “Mulher” e a realização do seu disco de estreia, Pajubá. Nos shows, Linn da Quebrada é acompanhada por BadSista, pela cantora e persona Jup do Bairro, pelo percussionista Valentino Valentino e pelo DJ Pininga.

https://www.linndaquebrada.com/

Serviço:

30/11 - 15h às 22h - Entrada Franca
Vila Flores: R. São Carlos, 753 - Floresta
6˚ Festival Kino Beat - 26 de novembro à 1˚ de dezembro (programação ao vivo)


O 6˚ Festival Kino Beat – Arte em Movimento tem patrocínio da Oi, apoio cultural da Oi Futuro e financiamento da Lei de Incentivo à Cultura - PróCultura RS - Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul. Cerveja oficial Stella Artois.

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