Leitura em Voz Alta - Dia do Leitor

Comemorando o Dia do Leitor, acontece na terça-feira (14), às 16h30, no salão Mourisco, mais uma edição do Projeto Leitura em Voz Alta. A obra escolhida para ser degustada em grupo é "Max e os felinos", de Moacyr Scliar, de aproximadamente 100 páginas.
A obra
"Max e os felinos" foi lançada pela L;PM Editores em 1981 e, alguns milhares de exemplares e 21 anos depois, foi jogada numa polêmica internacional que acrescentou à sua vitoriosa carreira um ingrediente a mais de celebridade. Num tempo em que os livros aparecem e somem rapidamente, "Max e os felinos" deve sua longa vida ao fato de agradar os seus leitores, de ser uma excelente história e de ser sistematicamente indicada por professores em escolas de todo Brasil como um exemplo de narrativa instigante e de alto valor literário. E muito deste “valor literário” se deve à inesquecível imagem de um homem e uma fera em um minúsculo barco no meio do oceano.
(Curiosidade: em algumas edições foi acrescentada uma introdução do autor. O texto de Scliar fixa a posição intelectual do autor diante dos acontecimentos fartamente divulgados pela imprensa que dão conta da confissão de Yann Martel, autor de The Life of Pi (prêmio Booker de 2002), que deu origem ao filme A vida de Pi, onde o personagem Max se vê, após um naufrágio, num pequeno escaler no meio do mar juntamente com um aterrorizante jaguar. A mesma ideia e histórias diferentes).

O Projeto
O projeto Leitura em Voz Alta foi criado em 2015 pela professora Luiza Milano, dentro do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A partir de 2017, com o interesse de ultrapassar os limites físicos da universidade e encontrar novos públicos, a iniciativa se estabeleceu em um bar da Cidade Baixa.

Dia do Leitor
A data temática foi criada em homenagem à fundação do jornal cearense “O Povo”, criado pelo poeta e jornalista Demócrito Rocha, em 7 de janeiro de 1928. O periódico, conhecido por combater a corrupção e divulgar fatos políticos, trazia encartado um suplemento intitulado “Maracajá” e que se tornou um espaço de divulgação do movimento modernista literário no Estado nordestino.
Ninguém nasce sendo um leitor. O interesse pela literatura é algo que se desenvolve no ser humano através dos anos, a partir de influências positivas relacionadas ao ato de ler.

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