Lançamento do livro Dois Parentes

SINOPSE:

“Sejamos agora mesmo, tu e eu, mais próximos, mais felizes e satisfeitos um para com o outro do que conseguiríamos se fossemos apenas irmãos, primos ou até amantes da mesma esposa…”

Dois inimigos. Dois demônios. Dois prisioneiros. Dois inválidos. Dois Estranhos. Dois iguais. Moram em um casebre entulhado de lembranças falsas, uma câmara mortuária onde foram deixados para viver. Alimentam-se quando podem. Brigam e desgastam-se a todo momento, como se isso lhes fosse um prazer destrutivo. Somente vivem quando estão interpretando, para seu último parente e para si mesmos, outros personagens. E, embora sejam cegos e deformados, têm a esperança como sua maior maldição. Peça teatral, cena única.

ORELHA:
A Rivalidade dos Moribundos
O conceito de rivalidade já rendeu obras-primas à literatura, sobretudo quando se trata de rivais que se admiram de algum modo ou mantêm alguma cumplicidade às avessas, tal como ocorre, por exemplo, com Frankenstein e sua horrenda criação, em Frankenstein: ou o Moderno Prometeu, e com o príncipe Míchkin e Rogójin, em O Idiota. No entanto, nesta peça teatral não há admiração ou afeição recíproca por parte dos dois parentes, mas só estranheza mútua, ódio impotente e doloroso convívio. E, muito menos, há chances de continuidade para eles: são adversários caídos e moribundos que, dependendo um do outro mais do que nunca, já não podem combater ou ajudar um ao outro.

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