Lançamento do livro Como se mata uma ilha de Priscila Pasko

A Editora Zouk e a Livraria Baleia convidam para a sessão de autógrafos do livro de contos "Como se mata uma ilha" de Priscila Pasko, dia 16 de novembro às 18h, em Porto Alegre.

"Como se mata uma ilha", o primeiro livro de Priscila Pasko, traz 37 contos líricos e filosóficos, que ganham intensidade na medida em que a leitura avança, "deixando a leitora e o leitor em estado de suspense", como observa a professora da UFMG Constância Lima Duarte, na orelha do livro. Priscila não tenta explicar, diz a psicanalista e escritora Diana Corso, no prefácio: "apela à sabedoria que só a poesia empresta".

São textos curtos que apresentam as mulheres como protagonistas: são tias, avós, irmãs, vizinhas que se relacionam, observam a si mesmas e o mundo. Ali também estão mães e filhas, as zonas sombrias e ensolaradas da maternidade. A relação entre mulheres é percebido também no diálogo que Priscila trava com outras escritoras, sotaques percebidos nas epígrafes e na própria escrita.

O cotidiano ganha importância nos pequenos fragmentos, deixando evidente o lirismo que cerca os pequenos gestos. Está presente em um passeio de ônibus pelos bairros nobres da cidade ("Pela janela") ou na menina que observa atenta a fervura do leite ("Lava de leite"). Contudo, quanto mais a leitura avança, o tom sombrio e, por vezes, incômodo, se instala. Pesadelos invadem a vigília ("Noite convulsa"); grávidas se negam a parir e prometem vingança ("Nem que caia o céu") e o simples ato de descascar batatas se revela uma batalha permeada de reflexões filosóficas.

SOBRE A AUTORA: Nasci em Porto Alegre (RS), em 1983. Sou jornalista e escritora. Pertenço a uma linhagem de autoras que são mais antigas do que as minhas palavras. Um conto meu foi publicado na coletânea "Novas contistas da literatura brasileira" (Editora Zouk, 2018). "Como se mata uma ilha" é o meu primeiro livro de contos inéditos.
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Imagem de divulgação: Anni Leppälä

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