Jornada de Abertura Ensaios sobre o fascínio: a transferência em

Jornada de Abertura Ensaios sobre o fascínio: a transferência em

sábado
09:30
O evento acontecerá daqui 8 meses em uma sábado. Ver minha agenda neste dia

Associação Psicanalítica De Porto Ale...

Rua Faria Santos, 258, 90670-150 Porto Alegre

Sobre o evento

Jornada de Abertura da APPOA e Instituto APPOA:

Ensaios sobre o fascínio: a transferência em cena

Sábado, 4 de abril de 2020
Teatro Unisinos
Av. Dr. Nilo Peçanha, 1600 - Boa Vista, Porto Alegre

JORNADA DE ABERTURA APPOA 2020
ENSAIOS SOBRE O FASCÍNIO: A TRANSFERÊNCIA EM CENA

O fascínio tem muitas faces. Ao mesmo tempo que seu poder de interrogação é potente, o sentido nos escapa, pois seus efeitos são múltiplos: júbilo, alienação, deslumbramento, encanto. Se de um lado ele captura, de outro, pode viabilizar atos criativos, pois o estado de fascinação produz uma espécie de arrebatamento do sujeito colocando em cena seus enigmas e fraturas.
Embora instaure relações dinâmicas de poder, alguns se seduzem diante dele a ponto de se entregarem numa posição de passividade e obediência, buscando instituir um Outro que os governe, mesmo que isso implique aceitar a mais atroz tirania.
Freud, ao abordar o tema da transferência estava advertido tanto em relação à sua fascinação quanto aos riscos do analista se servir do lugar ao qual ele fora instituído. Isso o levou a interrogar a força desse investimento, mostrando-nos o quanto o trabalho de um analista deve, ao seu tempo, destituir a si mesmo. Lacan, no texto “A direção do tratamento e os princípios do seu poder”, aponta que o princípio desse poder é justamente de o analista não se servir dele. Logo, é fundamental na prática analítica, pelo dizer, questionar o fascínio envolto na relação com outro, nas fixações em objetos, ou até mesmo, entre as mais diversas pretensões totalitárias do poder.
A partir de alguns ensaios, nossa Jornada de Abertura busca trazer para o centro do debate a transferência e a responsabilidade ética do psicanalista diante daquilo que lhe é endereçado. Haveria alguma relação entre fascínio e utopia? Quais as particularidades do amor de transferência em tempos de indiferença? O quanto a alienação produzida pelo fascínio produz efeitos de massa com incidências políticas? Quais as relações com o desejo, em particular com o desejo do analista? Essas são algumas das questões que gostaríamos de compartilhar com os colegas para abrir o debate.

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