Exposição de Maria Paula Recena e Performance de Lara Fuke

Sábado duplo no Linha!

Abertura da exposição individual de MariaPaula Piazza Recena + performance de Lara Menna Barreto Fuke

18h - Abertura do bar - 18h
20h - Performance Jogo de Varetas, de Maria Paula Recena (galeria) -
21h - Performance Coisas mais importantes que a verdade, de Lara Fuke (bar)

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Série: Brinquedos Neoconcretos
Legos e Varetas / 2019

Enxergar alguns brinquedos ou jogos infantis como próximos, correlatos ao neoconcretismo, é um movimento bastante possível por parte de quem conhece um pouco de história da arte e tem intimidade ou boas memórias com crianças.
A relação formal-lúdica entre esses universos está posta; cores puras, formas que "dançam" entre si, encontrando e reencontrando equilíbrio, instigaram inúmeros artistas. E, certamente, muitos jogos infantis também foram inspirados em experimentos artísticos. No entanto, o que Maria Paula Recena propõe vai além dessa relação "divertida" entre estes universos. A série Brinquedos Neoconcretos é uma espécie de lente de aumento quase perversa sobre esses objetos, expondo a ambiguidade entranhada nas brincadeiras infantis. Legos que não encaixam jamais porque distorcidos; varetas potencialmente letais, uma vez que, metálicas, possuem cerca de dez vezes o tamanho do brinquedo original, são as primeiras faces de um jogo que pode não ter fim.
Daí que Maria Paula está mais para Bruce Nauman do que para Claes Oldenburg, mais para Coringa do que para Bacurau. Mais para Lygia Pape do que para Oiticica. Ou seja, mergulha fundo no contraditório da arte. E da infância. Com certeza, o mais instigante potencial. Da arte, da infância e da MP.

Gabriela Motta
outubro de 2019

*A exposição Brinquedos Neoconcretos faz parte do projeto de mostrar ao público o que os artistas residentes vêm produzindo nos últimos meses.

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Coisas mais importantes que a verdade
/ Solo de dança

Coisas mais importantes que a verdade são coisas que não precisam de atestado, não precisam ser validadas e tampouco carecem de terceiros para olhá-las e comprová-las. Nem tudo que não é verdade, é mentira. E o que é feito quando ninguém está olhando? Como se dão as relações entre o visto e o escondido, a verdade e a mentira, o sim e o não, o abre e fecha, o controle e o descontrole, a precisão e o apaixonamento? Como conviver com os opostos? Criando imagens que convidam parar, ao mesmo tempo sugerindo uma lógica
de continuidade, o trabalho lida com o que é simples, cotidiano, íntimo, efêmero e vertiginoso.

/ Duração aproximada de 20 minutos
/ Coreografia e interpretação — Lara Fuke
/ Figurino — Mariana Figueiredo

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