Entrega para Jezebel

Depois de lotar teatros por onde passou, retorna a Porto Alegre a história de uma travesti que alterna o seu tempo cuidando do filho adotivo de dia e tentando ganhar dinheiro pela noite.
Esse é o ponto de partida de ENTREGA PARA JEZEBEL, montagem do Teatro do Indivíduo, grupo paulista que tem direção de Rodolfo Lima e conta no elenco com Valéria Barcellos, Clodd Dias, (ambas atrizes negras e transexuais) e Daniel Sapiência. Bibi Santos completa o trio de artistas negras na ficha técnica sendo responsável pela contra regragem.

Para o diretor Rodolfo Lima, a montagem propõe um diálogo intimista e poético entre o público e as artistas selecionadas para o trabalho sobre o universo de mulheres transexuais.
“Jezebel sonha em viver dentro do arquétipo do gênero feminino, que condiciona a mulher a uma casa, um marido, filhos e quem sabe virar uma artista famosa. Porém a travestilidade e a falta de oportunidade são empecilhos para a concretização de seus sonhos. O que está guardado para Jezebel diante da violência que sofre diariamente? Jezebel canta nas horas vagas, mas quem ouve o que ela tem a dizer? Travesti pode ser mãe? Pode ser artista? Consegue ter um relacionamento estável?”, indaga ele.

Transfake
Alçado à mídia em 2017 pelo Movimento Nacional de Artistas Trans (MONART), capitaneado pela atriz Renata Carvalho, o termo transfake (referência aos atores cisgêneros que interpretam personagens transexuais) foi o mote para que o autor piauiense Roberto Muniz Dias desenvolvesse a dramaturgia de ENTREGA PARA JEZEBEL.
“O texto traz uma mensagem sobre a transfobia muito forte, mas com a presença e convívio com as atrizes percebi que a peça não podia ter só um recorte, pois havia mais coisas a serem abordadas. A questão racial foi acrescentada a questão trans, o colorismo, veio de tabela, bem como a necessidade de representatividade dessas atrizes no meio artístico, inclusive interpretando personagens que se adequam ao seu gênero e não necessariamente falando sobre as questões de um corpo trans e/ou sua sexualidade”, diz Rodolfo, explicando ainda que Valéria faz a travesti Jezebel, mas que Clodd faz Joana, a mãe da criança.
Além de Valéria Barcellos, Clodd Dias e Bibi Santos que estarão em Porto Alegre, o projeto contemplou em São Paulo mais dois profissionais transexuais na ficha técnica: Magô Tonhon (mediando os debates, pós peça) e Hugo Nacari (operação de som).

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SERVIÇO:
O quê: Entrega para Jezebel - Artes Cênicas
Texto: Roberto Muniz Dias
Direção: Rodolfo Lima
Onde: Cia./Estúdio Stravaganza
Dias/Hora: 23 e 24 de novembro – 18h
Valores: R$ 40,00 - inteira
R$ 30,00 – antecipado
R$ 20,00 – meia (mediante comprovantes)
Vendas: on line - Entreatos - http://bit.ly/349QbVN
física: Venezianos Pub Café.
R. Joaquim Nabuco, 397
Hair Trendy
R. da República, 174
Na bilheteria do Teatro somente nos dias de apresentações, uma hora antes do espetáculo, se houver disponibilidade de lugares.
Classificação etária: Maiores de 14 anos.

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