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Curso | Guerras Culturais

O termo "Guerras Culturais" surge nos Estados Unidos no período pós-II Guerra Mundial, como forma de nominar os conflitos de uma sociedade profundamente cindida: democrática e segregada, inventiva e conservadora, disruptiva e tradicional. No Brasil, as guerras culturais tiveram seus contornos melhor delineados com a popularização da internet e das redes sociais. A partir delas, o conflito de ideias ficou evidente ao longo das últimas eleições presidenciais e a cada manifestação pública do presidente eleito. Diferente de um conflito armado, aqui o conflito ocorre na dimensão da cultura - a produção artística, o pensamento, o universo de símbolos e valores. Em três encontros, vamos percorrer os últimos 60 anos, entendendo de que forma as construções sociais avançaram durante esse período, numa alternância de princípios e padrões.

Sobre o professor: Eduardo Wolf é Doutor em Filosofia pela USP, tendo sido pesquisador visitante na Universidade Ca’Foscari (Veneza, Itália). É editor da plataforma multimídia O Estado da Arte no jornal O Estado de S. Paulo, colaborador da revista Vejae foi colunista do jornal Zero Hora(Rio Grande do Sul). Editou, entre outros, os volumes Pensar a Filosofiae Pensar o Contemporâneo, lançados pela Arquipélago Editorial, e traduziu os ensaios de T. S. Eliot, entre outras obras. Foi Secretário-Adjunto de Cultura de Porto Alegre (2017). É curador-assistente do projeto Fronteiras do Pensamento. Atualmente, está escrevendo o livro Guerras Culturais, que será lançado pela editora Record.

Encontros:

26.09 - O que é "guerra cultural"? Contextualização histórica do caso americano. Sociedade de consumo, democracia de massas e contracultura. A lógica específica dos conflitos de divisão social no imaginário e na cultura: contextos, teóricos e práticas.

03.10 - A ressaca moral dos anos 70. O ressurgimento do conservadorismo americano. A agenda ideológica das duas décadas seguintes está definida. Multiculturalismo vs. Populismo: de Obama a Trump.

10.10 - O contexto brasileiro. Da ditadura militar à redemocratização: academia, artes e jornalismo. Liberalismo e conservadorismo voltam a se expressar no Brasil. A guerra cultural chega no feed de notícias. 2013 a 2016: das manifestações de junho ao impeachment, a nova direita no Brasil. 2017: O Brasil repete a América: exposições canceladas, polêmicas nas artes (Queermuseu no Santander, MAM-SP), censura nas redes sociais. A grande arena de disputa: a liberdade de expressão e a qualidade dos embates.

Informações gerais:
Período: dias 26 de setembro, 03 e 10 de outubro
Dia da semana: quintas-feiras
Duração total: 6h

*A confirmação dos cursos do Instituto Ling depende da obtenção do número mínimo de matrículas.
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