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Casa Expandida

Neste primeiro sábado de setembro (7), a Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) realiza novamente o projeto Casa Expandida. Todo primeiro sábado de cada mês, todos os espaços da Casa abertos ao público até a meia-noite, com atrações especiais e muita gastronomia e música na Travessa dos Cataventos. Nesta quinta edição de 2019, a discotecagem será do DJ Piá e os shows de Neto Fagundes e da uruguaia Chabela Ramírez e dos AfroEntes, tudo com animação d’O Cara da Sunga. A entrada é gratuita.
O grupo AfroEntes, que acaba de acaba de lançar seu primeiro EP com músicas autorais mesclando a tradição da matriz africana com a sonoridade contemporânea, acompanha a ativista da cultura afro-uruguaia Chabela Ramírez, em um show que une o repertório dos dois artistas. Antes, Neto Fagundes apresenta um show inédito, com clássicos gaúchos no violão, em versões cheias de brasilidade e convidados especiais. Desde às 19h, o DJ Piá já coloca a Travessa dos Cataventos pra dançar, mostrando a experiência de um dos precursores do rap no estado.
Em uma parceria com o Museu de Arte Contemporânea do RS (MAC-RS), acontece, sempre no Casa Expandida, o projeto “Experiência Redoma”, uma sequência de eventos-vivos que ocorrerão na Cúpula da Casa. Este mês é Verônica Vaz que participa. Também na programação do MAC, as galerias Sotero Cosme e Xico Stockinger estarão abertas com as exposições “Um lugar para criar”, “Ocupações” e “MAC Nômade”.
No teatro Bruno Kiefer está em cartaz o espetáculo “Hermes do Brasil”, que traz ditadura, amor platônico e esquizofrenia como foco. A peça é às 19h e os ingressos estão à venda uma hora antes do início, na bilheteria do teatro. A Cinemateca Paulo Amorim apresenta na programação filmes de fora do circuito comercial
Entre os espaços na CCMQ que também recebem público até mais tarde está a ArteLoja, com arte em diversas formas e estilos e produtos sobre o Mario Quintana; e o Café Santo de Casa, com gastronomia e charme na cúpula da casa.

AS ATRAÇÕES
- Chabela Ramírez
Isabel Chabela Ramírez nasceu há 58 anos no bairro de Palermo, em Montevidéu, e diz que decidiu dedicar sua vida a trabalhar para a cultura afro-uruguaia através da arte. Ativista, cantora e compositora, realizou uma longa e notável atividade em busca da disseminação do Candombe. Também militou em grupos como a Asociación Cultural y Social Uruguay Negro (Acsun), Amandla e Mundo Afro (instituição da qual hoje se declara "dissidente"). Atualmente é membro do conselho da Casa da Cultura Afro-Uruguaia e secretária geral da instituição.
Em 1995, ela fundou o Coral Afrogama, exclusivo das mulheres, do qual é diretora e com o qual desenvolve uma grande atividade para promover a identidade étnica e de gênero. Chabela cantou, apresentou livros, organizou atividades relacionadas ao coletivo afro, participou de álbuns, seminários, oficinas e é educadora.

- AfroEntes
Surgiu em 2015 em Porto Alegre/RS, resgatando um trabalho iniciado no ano de 2000, com a proposta de tocar a música negra em seus variados estilos, com referência na cultura afro-gaúcha. O que motiva a existência da banda é a possibilidade de contribuir para a visibilidade da representação do negro e da negra no cenário cultural gaúcho, buscando elementos da presença afro, onde ela se encontra.
O trabalho do grupo tem fundamento nos ritmos populares, urbanos e rurais, profanos e religiosos, como o suingue, samba, samba de roda, reggae, ijexá, congadas, alujás, salsa, entre outros, e em composições próprias ou de autores que estão por aí e também dos que já se foram, para que sejam reverenciados e vivenciados.
Em 7 de julho deste ano lançaram seu primeiro EP, com sete canções autorais do coletivo formado por Nina Fola (voz e percussão), Nilson Tokumbó (baixo, cavaquinho e vocais), Vladimir Rodrigues (violão, guitarra e vocais), Vagner do Rosário e Gustavo Araújo (percussões). O repertório é mescla a tradição de matriz africana com a sonoridade contemporânea, em temas dançantes, reflexivos e afirmativos.

- Neto Fagundes
A voz e a imagem do gaúcho moderno são as marcas de Neto Fagundes no palco, em frente às câmeras, no rádio, em peças publicitárias e eventos. O contato com a diversidade cultural da fronteira e a experiência adquirida nos festivais nativistas o tornaram um dos principais cantores da música gaúcha acumulando prêmios, muitos deles de melhor intérprete dos principais festivais do Estado. Iniciou a carreira de cantor ao lado do pai e do irmão Ernesto Fagundes no grupo Inhanduy nas primeiras apresentações e gravações de músicas como o Canto Alegretense e Origens, composições de Nico e Bagre Fagundes.
Em Porto Alegre, formou dupla com Renato Borghetti no começo dos anos 80, auge do movimento nativista. O primeiro registro solo foi o LP “Gauchesco e Brasileiro”, lançado em 1991, relançado em CD dez anos depois. Em 1994, Neto lançou dois álbuns: “Som do Sul” e “Neto Fagundes”, com composições próprias e canções premiadas em festivais. Em 1997, lançou o CD Regional Brasileiro e em 1999 o CD “Metendo Chamamé”, conquistando todos os troféus do Prêmio Açorianos a que foi indicado: melhor cantor, melhor disco regional e melhor espetáculo. Em 2001, Neto Fagundes lança “Festa” em Porto Alegre, álbum com canções de um dos principais compositores da música regional gaúcha, Elton Saldanha. Em 2000, Neto Fagundes assumiu a apresentação do Programa Galpão Crioulo, da RBS TV, substituindo o tio, Nico Fagundes. Atualmente Neto Fagundes divide a apresentação do Galpão com Shana Müller.
Em 2012 recebeu o Troféu Açorianos de Música na categoria Melhor Cantor Regionalista pelo CD “O pago em cada canção”. Em 2016 lançou o livro “Causos do Nêgo Véio” que foi o mais vendido na Feira do Livro em Porto Alegre.

- DJ Piá
Piá é um dos precursores do movimento hip hop no Rio Grande do Sul. Em 1984 idealizou um grupo de dança break e criou a banda Lords, com a qual passou a se apresentar em festas da periferia, chegando rapidamente às principais casas noturnas da cidade. Em 1996, produziu a primeira coletânea de rap do Estado, reunindo treze grupos de Porto Alegre, lançou seu primeiro disco solo e se tornou conhecido no eixo Rio-São Paulo. Depois de gravar a música “Jovem Cowboy”, em 1998, com os Cowboys Espirituais (Júlio Reny, Frank Jorge e Márcio Petracco), Piá foi premiado internacionalmente pela mistura de bombo leguero com guitarras e batidas funk da faixa. Em 2002, lançou o disco “Um Pouco Sobre Todos Nós”, pela gravadora Trama, cujo trabalho rendeu o Prêmio Açorianos de Melhor Disco de Rap. Com a sua carreira de DJ, Piá já passou uma pequena temporada nos Estados Unidos, tocando em festas por lá.

SERVIÇO
Casa Expandida
Quando: 7 de setembro | Sábado
Horário: das 19h à meia-noite
Local: Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico / Porto Alegre)
Entrada franca

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